Sábado, 14 de Janeiro de 2012

AUSTERIDADE E SOLIDARIEDADE

O Povo anda confuso! Tão confuso que nem protesta porque não sabe ao certo contra "que" ou contra "quem" rebelar-se: o que é anunciado num dia por um é desmentido ou anunciado diferente por outro no dia seguinte, e ora vem o indigitado PM - com o seu falar manso e compenetrado de bom aluno e aquele seu jeito de juntar o polegar ao indicador, como se fosse enfiar uma agulha- anunciar contristado o que o mandaram anunciar, ora temos o ministro Gaspar relatando monotona e isotericamente os preceitos financeiros que vai inventando para a salvação do "deficit", ora o destemido Relvas , sem meias medidas, reforçando  o que o primeiro anunciou e a inevitabilidade das renovadas diligências do segundo.

 

O Povo não entende! O que apenas deseja saber é o que mais quererão dele! 

 

Entretanto dá-se-lhe austeridade e pede-se solidariedade! Não é fácil conjugar as duas coisas, especialmente quando o País se encosta cada vez mais ao tão gabado instinto de solidariedade dos portugueses. O Estado parece querer contar infinitamente com essa "solidariedade" que quando chamada de "caridade" tão mal vista era.

 

A verdade é que não há país nenhum que possa dar-se ao luxo de eliminar todas as suas obrigações contando com a generosidade de um povo estrangulado pela austeridade!

Tudo tem tido um fim e a solidariedade - por mais que a gabem e cultivem o ego dos generosos...- também terá, inevitavelmente, um fim.

Esse fim chegará quando encurtarmos o círculo das nossas preocupações fazendo-as recair sobre os nossos familiares, amigos, e mais próximos. E isto ainda se a austeridade nos permitir sair de nós próprios.

Aí as instituições, por mais credíveis, terão de fazer face aos seus compromissos com a sociedade através dos orçamentos estáveis conferidos por organizações internacionais e pelos respectivos patrocinadores. Os anónimos voluntários acabarão por desmobilizar quando a austeridade se começar a aproximar da pobreza e entre os "novos pobres"  se começar a divisar gente que tem dinheiro para tudo menos para os alimentos.

 

 Tudo tem um limite e começamos a estar saturados da agressão contínua a que a pobreza - a verdadeira e a oportunista - sujeita o nosso coração compadecido e a nossa bolsa.

Estamos saturados de que nos peçam que piedosamente subsideemos tudo o que com os impostos que pagamos - e que servem para alimentar o grosseiro e insaciável apetite dos vários Catrogas, "reformados" constantes de uma geração que se recusa a largar a ribalta, boicotando despudoradamente o acesso à governação às gerações mais jovens - deveriam proporcionar aos "mais carenciados" e fazê-lo com a "equidade" com que os emplumados Cavaco e Senhora abrilhantam os piedosos discursos, nos intervalos das actividades culturais que terão descoberto há uma décadas e de que se auto-nomearam mecenas. 

 

Acabados de descer a Avenida da Liberdade, e procurando corresponder ao constante assédio da miséria que por lá se estende, ficamos com a sensação de que a arrastar-se o percurso os últimos da fila seriamos nós.

 

Não tardará que deixemos de estar disponíveis para senhoras todas aperaltadas que todos os dias nos estendem sacos à entrada dos supermercados; para deitar moedas nas latas com laço azul, rosa ou encarnado que uns fulanos de "identificação" ao pescoço nos estendem; para acedermos por medo a pedintes rodeados de tenebrosos cães que a Câmara Municipal  - a quem também pagamos - consente que nos ladrem em pleno Chiado; para ajudarmos imigrantes que a incúria do Estado permitiu sem antes cuidar de saber da viabilidade da sua integração e, posteriormente, de arranjar modo de os fazer regressar aos seus países; para subsidiarmos a ajuda a crianças com problemas num país onde o mesmo Estado que não tem meios para manter os necessários cuidados gasta indiscrininadamente os impostos dos "pró" e "contra" o aborto com aquilo a que estupidamente chama "interrupção voluntária da gravidez"; para comprarmos passes sociais para transportes que não se realizam porque, para além da obstinação política dos sindicatos, o Estado cede ao poderoso lobby do sector automóvel e não promove as necessárias medidas para subsidiar os transportes públicos e aliviar o trânsito nas cidades; para, enfim, sermos nós, os "solidários", um outro país que, juntamente com a economia paralela, sustenta simultaneamente a miséria e uma corja de gerontes que se alaparam no Estado e conhecem todas as manhas para se serviram dele.

 

Jardim - o grande Jardim, cujo amor à Madeira o faz esquecer tudo o resto, incluindo a má-vontade contra o "senhor Silva", sempre disponível para o ajudar - vá-se lá saber porquê...- não desarma! Será ele o último resistente e tudo faz crer que com êxito! "Malgré tout" é ele o único que, estruturalmente - que não conjunturalmente... - se manteve sempre igual a si próprio. Nós, os do "contnente", temos razão para estar contra ele. Mas os madeirenses jamais o esquecerão!

Quanto aos outros políticos, revolucionários detractores do "ancien regime" ou habilidosos manipuladores da opinião pública, terão como destino, mais cedo ou mais tarde, a negação e o posterior esquecimento. A fundação Mário Soares acabará mudando de nome ou simplesmente acabando (se tal aconteceu com a "ponte Salazar"...), os livros e entrevistas serão esquecidos e relegados para a poeira do Tempo, os netos presidenciais terão o destino triste e inadaptado que tiveram os de anteriores presidentes. Tudo passa! Passa o bem e passa o mal. Basta ler o Eclesiastes!        

publicado por petitprince às 17:45
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

ANTENA 2

"Há uns tantos fulanos detentores de "voz" na comunicação social que dão cabo da paciência a qualquer espectador ou ouvinte atento! E, apesar dos Provedores, não há quem os encaminhe para a isenção, bom-gosto e noção do papel "pluralista" e pago pelos contribuintes que cabe às instituições que os empregam.

A Antena 2 é um paradigma do facto! O que já foi música para os nossos ouvidos, transformou-se em desagradável ruído, roído de intenções! Sai-se de manhã, liga-se o rádio para a Ant.2 e, em vez de música que nos eleve o espírito e nos disponha bem, temos um palavrório irritante que nos deixa logo com vontade de mudar de onda! Será que tem que ser assim?

 Ontem, em uma efeméride dedicada a Sophia Mello Breyner - poetisa que muito apreciamos - foi-nos dado ouvi-la no seu pior: uma voz sumida e trémula recitando um dos seus versos menos bons! Porquê??? Por causa da "mensagem", decerto. Só que daquele modo a "mensagem" não passa!

 

 Numa altura em Portugal tem cá tantos jornalistas estrangeiros e tantos estrangeiros que gostarão de ligar o rádio e ouvir a linguagem universal da Música em vez de uma Língua que conhecem mal ou desconhecem, talvez seja altura de reflectir sobre estes temas...."

sinto-me: Chateado!
publicado por petitprince às 18:07
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Sábado, 30 de Junho de 2007

PORTUGAL TEM QUE FALHAR!

Que será -pondo de parte a inveja, o despeito e outros eventuais sentimentos mesquinhos de mediocridade tão próprios dos portugueses e tão fortemente representados nas nossas classes política e jornalística - , que será que leva os portugueses a investir em atitudes demolidoras perante qualquer facto, acontecimento ou personalidade que possa ser positivo para a imagem de Portugal?



Com Portugal prestes a iniciar a presidência europeia, as previsões demolidoras visando os temas e os políticos intervenientes são de um mau gosto assustador!

Prevê-se, na linha do nosso sempre presente "velho do Restelo", que tudo irá ser uma desgraça, que Portugal não irá conseguir a ractificação do tratado - os Partidos, aliás, prometem tudo fazer para dificultar tal proeza ...- e, caso consiga, não terá, dizem, grande mérito visto que "o mais difícil já terá sido conseguido durante a presidência alemã e a Portugal resta APENAS fazer assinar o tratado". Coisa de nada, atendendo à grande unanimidade existente!

Ou seja: consiga ou não consiga, a presidência portuguesa jamais deve ser vista, interna ou externamente, como um êxito de Portugal!



A verdade é que, lendo os jornais - em especial os "semanários de referência" que cada vez menos o vão sendo - e ouvindo os cada vez mais monótonos e pematuramente cinzentos comentadores que, com as suas doutas opiniões, abrilhantam os canais televisivos (especialmente os privados ressaibiados...), concluimos rapidamente que os portugueses querem mal a Portugal!



Não é por nada, mas ser um português de sucesso num país que sente um enorme prazer na permanente lamúria e que dedica o melhor do seu esforço a bloquear qualquer iniciativa, é uma enorme traição!

Que horror existir um Durão Barroso na presidência da CE, um Berardo no CCB, um Belmiro na Bolsa, e outras aberrações que nada têm que ver com a nossa "cultura"!



Bom mesmo é o Zé, o Sá Fernandes, o tal que bloqueou o túnel do Marquês - que hoje, despudoradamente, o Expresso vem confessar que "é bom para Lisboa" -, custou milhões à Cidade e enormes transtornos aos lisboetas, que - felizmente! - perdeu a acção e, pelos vistos, não paga as custas do processo que perdeu e ainda se dá ao luxo de se candidatar. Esse sim, "faz falta"!



Portugal, um Pais que se orgulhou da sua história, que - politiquices e interesses internacionais àparte - era bem-visto pela comunidade internacional e nos fazia sentir orgulho de sermos portuguêses, tem-se vindo a esmerar nas últimas décadas em criar uma imagem de um local geográfico onde existe um povo sem qualidade que faz tudo pior que qualquer outro povo. Culpa do ambiente porque "lá fora", com o outros a mandar em nós, somo óptimos! E a progressiva emigração do que de melhor tem a nossa gente, só o vem confirmar.



Quem é que se arrisca a ter êxito num país onde isso é tão combatido e, se conseguido, mesmo mal-visto! O melhor mesmo é ir ter êxito para outras paragens! Mas cuidado ao voltar...



E o mais curioso é que os grandes combatentes de qualquer potencial sucesso nacional são, na sua maior parte, tipos vulgaríssimos que apenas a politiquice doméstica trouxe à superfície!

Não fora a política e os "medias" das diversas e sempre renovadas oposições e não passariam de vulgarissimos sociólogos, advogados, Profs., todos de nível doméstico que, quando muito, talvez tivessem, através de algum patrocínio, a oportunidade de organizar seminários e conferências que nos dessem a ideia de que conviviam com a nata da intelectualidade internacional.



Triste País onde a mediocridade, o despeito e a inveja se sobrepõem aos interesses nacionais!



Quem assistiu em directo à despedida, nos Comuns, de Tony Blair compreende bem porque razão A Grã-Bretanha é o País que é e o que faz com que os britânicos sejam, com os seus "sucedâneos" americanos, o povo mais orgulhoso do Ocidente!

sinto-me: ENVERGONHADO
publicado por petitprince às 20:38
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Domingo, 17 de Junho de 2007

A RDF - ANTENA 2 É UMA VERGONHA E UM ABUSO ANTI-DEMOCRÁTICO

Habituei-me a ouvir preferencialmente a Antena 2, canal cultural de uma Emissora Pública que eu, tal como os outros portugueses, PAGO. Tinha bons locutores - até falavam bom Português!  - boa informação cultural e optimos programas de música clássica e não só.

 

O que hoje se passa com a Antena 2, que ualquer diga ninguém ouve... - é um ABUSO! Fazem daquele espaço um veículo político e, sem o menor pudor, escolhem os "revolucionários" do costume. Escritores mediocres - que só a filiação política "anti-fascista" (ainda!) guindou a esses etéreos espaços- , comentadores cheios da boa "ética"  (a deles...), gente que nunca merecerá um epitáfio no prédio em que nasceu ou morreu, mulheres que andam a catar na cultura há anos para ver se descobrem um furo que lhes permita tornarem-se visiveis, enfim, gente que se lambe mutuamente e que acredita, ou faza por acreditar, que ainda há quem, fora do círculo deles, tenha pachorra para os ouvir.

 

Neste momento, três luminárias pagas não sei bem por quem - decerto por nós... - dissertam sobre a situação política, tal como a veem, e partcipam-nos o que os "aborrece" ou "contraria" no Processo Democrático em Curso. Como se isso interesse a alguém!

Quem é que estará interessado no que pensa a Inês Pedrosa (premiadada!...) , o Vicente J. Silva, ou a Mª João Seixas que, para além de "saber estar" e mostrar uma descontração relativamente à gaguez que talvez anime os outros gagos, nunca percebi o que a alcandorou! Conheço muita gente, com tanta ou mais cultura do que estes convencidíssimos fulanos, cujas opiniões são apenas transmitidas aos interessados.

 

E, já que se mostram tão interessados no uso equitativo dos tempos de antena - e aí têm razão - é nosso dever recorrer a quem de direito para que ponha cobro a esta pouca vergonha que é a utilização política de espaços não vocacionados para o efeito para fazerem propaganda.

 

Entrtanto, levem-nos para a Antena 1, onde cabe tudo! Mas não nos infectem a Antena 2!

publicado por petitprince às 14:46
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NÓS, OS POLÍTICOS E A JUSTIÇA

É lugar comum dizer que a classe política se tem vindo a degradar em todo o Mundo. São raros - senão inexistentes...- os elogios persistentes a figuras políticas. E, mais dia menos dia, por um ou outro motivo, quase todos acabam a contas com a Justiça! 

 

A responsabilidade inerente aos cargos políticos é proporcional à carga de Poder neles implícita e, por isso mesmo, obrigá-los-ia a terem comportamentos absolutamente exemplares. Só que não existe nenhum ser humano cujos comportamentos sejam total, completa e contstantemente exemplares. Errra-se por displicência, por inconsciência da gravosidade do erro, por mau aconselhamento, etc, etc, etc. Por tudo, inclusivamente por desonestidade ou gravosa utilização do Poder outorgado. Mas, verdade seja, ninguém é tão vigiado como os políticos e de ninguém se exige tanto. Em "democracia", claro, porque em "ditadura" sucede o oposto... 

 

A democracia - a real, a que se vive e não a nobre Democracia dos nossos luminosos ideais - tem a interessante característica de permitir aos cidadãos, mesmo aos que não fazem ideia do que sejam os deveres de cidadania, terem total liberdade de dizerem tudo o que lhes vem à ideia sem que os politicos - que apesar do avantajamento da classe política ainda estão em incomparável minoria...- possam exercer o direito de se defenderem ou explicarem. Só homens como BUSH, que se está nas tintas para o que o Mundo e os seus "fellowmen" pensam dele, se podem dar ao luxo de viver acima das tricas, suspeitas e avisados comentários.

 

Em França, Chirac, após décadas de serviços prestados ao País - uns pensaram que foi um bem, outros que foi um mal... não se pode agradar a todos...- vai agora, possivelmente enfrentar a Justiça. Fraco prémio para tantos anos de serviço público e de tanto prestigiar a França!

 

Se, como afirmava Descartes, a Razão foi equitativamente distribuida a todos os homens, mesmo aos que pouco ou nenhum uso fazem dela, qualquer dia ninguém quererá énveredar pela actividade política. É um enorme risco! Bem melhor ir trabalhar para uma multinacional, dedicar-se à "divulgação cultural", ser artista de vanguarda ou homem ou mulher "de mão" de qualquer mivimento que alguém queira gerar. A nobre Arte da Polis, tal como o perdigão camoniano, "perdeu a pena" e não há mal que lhe não venha.

 

A alternativa será os Países, por escrutínio curricular, escolherem gestores a quem paguem bem, exijam que sejam competentes e não os roubem , mas cuja vida pessoal não tenha que funcionar como exemplar. Para esse efeito poderão nomear especialistas com formação em Ética que, por sua vez, prepararão cidadãos exemplares nos quais os valores patrimoniais se possam rever.

 

Em Portugal - com a mediocridade e as limitações que os detentores da absoluta e intocável verdade que uns tantos terão descoberto há uns anos a esta parte e que tanto desprestígio e incómodo tem trazido a Portugal e aos portugueses - o ruido da populaça é insuportável! Por toda a parte, nos diversos meios de comunicação social, somos assaltados com a vozearia irada de impolutos cidadãos - tão pouco conhecidos que mesmo que não fossem impolutos ninguém se daria ao trabalho de o averiguar...- que, em discursos entaramelados, nos impõem as suas luzidas descobertas e opiniões.

 

 Informação, clara, límpida informação que nos permita ajuizar sobre factos concretos não há!

Nos audio-visuais a coisa complica-se! Além de os ouvirmos, temos que os ver! E a maioria não são caras que gostassemos de ter à frente numa mesa de jantar ou, sequer, de deparar com elas no recanto de uma escada. Metem medo, pelos modos e pelas expressões. São descendentes directos do assaltantes da Bastilha e esqueceram-se que entretanto várias gerações procuraram civilizá-los.

 

As eleições autárquicas para Lisboa , neste momento em que tanta coisa importante ocorre na vida do País, dão o mote para as discussões de que eles tanto gostam e que jamais terão fim. Os partidos defenderão as suas escolhas, Carmona procurará defender a sua pessoa do desprestígio com que foi tratado, Roseta - a sempre "independente", que começou colada ao PSD, passou, sabe-se lá porquê para o PS, abrilhantou(?) o Movimento de Cidadania de Manuel Alegre e quer agora ser recompensada - reclama direitos como "mulher", "arquitecta", "democrata", etc., e o impagável Zé Sá Fernandes - que não se percebe porque não estará a pagar as custas do processo que perdeu devido à onerosissíma impugnação do túnel do Marquês- anda a ver se lhe dão uns votositos para ele ser qualquer coisa.

 

Felizmente deixaram em paz João Soares, vítima constante das mais ignobeis infâmias! Todos estamos lembrados do que dissseram quando teve o acidente de avião que o deixou naquele estado. Acusaram-no de cumplicidades, negócios de marfim, diamantes, tudo o que levou a que ele ameaçasse processar os media caluniadores e, se não o fez, foi decerto pelo grande empenho que tem na liberdade de Inprensa e na Democracia em geral. Agora, passados anos, voltam a acusá-lo de uma série enorme de ilegalidades! Imagina-se o que isso não incomodará um homem como o dr. Mário Soares, decerto desejoso de ver tudo esclarecido! Este tipo de acusações não podem ficar impunes! Os acusados, por mais que isso lhes custe, devem levar até ao fim o esclarecimento dos factos e exigir as respectivas punições. Ou será o fim da Política tal como a conceptualizamos!   

publicado por petitprince às 14:42
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

...

A doença de Lisboa é, ao que ouvimos, amor de mais. Todos a amam! E todos, por amor, a querem! Só que, guindados a posições que lhes permitiriam exteriorizar o seu amor, esquecem-se rapidamente das promessas que tornaram bem sucedido o namoro e exibem um casamento desastroso.

Lisboa, que foi durante décadas a cidade mais limpa e bem cuidada da Europa, Lisboa, cuja história e "maravilhas" eram periodicamente enaltecidas em exposições, festejos e brilhantes recepções a dignitários estrangeiros, Lisboa, cujos parques, jardins e cintura florestal eram cuidadosamente preservados,  Lisboa cujo urbanismo, aprecie-se ou não, era cuidadosamente pensado, é hoje um objecto de ganâncias de toda a espécie: ganâncias de Poder, ganâncias de lucro fácil, ganâncias de efémeras glórias e instalados oportunismos.

Costumo, sempre que posso assistir a "Prós e Contras". Não gosto do nome do programa, não aprecio especialmente o modo como Fátima C.F. trata os convidados, mas admiro a honestidade com que ela prepara o programa e o conhecimento que mostra dos temas em análise.

Ontem, apesar de não ter assistido a todo o programa, registei algumas das "preocupações" exteriorizadas e fiquei a saber que:

 

- segundo Paulo Varela Gomes as pessoas não frequentam os museus porque o actual urbanismo não contem parqueamento automóvel em abundância junto aos mesmos! Fiquei admirado por três razões: almoço frequentemente ao domingo no museu de Arte Antiga e reparo que o restaurante e o jardim estão sempre cheios; tenho visitado os museus de todos os países onde me tenho deslocado e tenho-me servido sempre de transportes públicos ou taxis (conforme a capacidade financeira do momento); admira-me que alguém que "ame" Lisboa faça depender o gozo das suas ofertas do uso do automóvel que, como é sabido, é o maior inimigo das cidades 

 

- todos os intervenientes pareciam sofrer de uma espécie de autismo em relação à lastimosa situação financeira a que a CML chegou. Já não bastava ignorarem os gastos e endividamentos feitos pelo PS , endividamentos que permitem a João Soares gabar-se da obra feita, as admissões por compadrios políticos e de grupo que fizeram ascender os compromissos com pessoal a níveis incomportáveis, esquecer a alucinação do espécimen Sá Fernandes que, para além dos incómodos causados, fez resvalar a verba e a data da aberturao túnel do Marquês -que acabou à mesma por ser feito e já há muito quem se congratule com a obra - ainda há quem faça faraónicas propostas "a latere", como tudo estivesse pelo melhor no melhor dos mundos

 

E fiquei sem saber porque razão nada do que todos parecem saber que devia ter sido feito, nunca até agora foi feito!...

 

Em Lisboa, como em Portugal, nas últimas décadas tudo ficou por fazer. Apesar das 900 toneladas de ouro que Salazar - que nunca terá feito declarações de amor a Lisboa - deixou nos cofres do Banco de Portugal e das verbas  indescritíveis que a União Europeia  canalizou para cá durante todos estes anos.

 

Onde parará - em que bolsos, em que contas, em que bancos, em que "lavandarias"?? - esse tesouro malbaratado? Não sabemos! Ninguém sabe! Ninguém se importa!

 

Uma coisa é certa: Salazar não levou nada com ele...

 

Enquanto isso, Portugal preocupa-se com as ninharias com que a comunicação social o entretem: as opiniões de políticos "en attente" que se vão governando e mantendo viva a imagem com essas tarefas; os "casos" que os media trazem e mantêm à superfície e que só valem na medida em que são notícia - já não são os factos que fazem as notícias, mas as notícias que "fazem" os factos... -; os infortúnios criteriosamente escolhidos que, despudoradamente, se destacam de outros de igual densidade humana a que ninguém ligou nenhuma ; a ânsia desmedida de fazer cair qualquer tentativa de governação.

 

Desgraçado povo que, a continuar assim, nem a condescendência divina merecerá!     

publicado por petitprince às 16:06
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Domingo, 18 de Março de 2007

A CARRIS , A CML & OUTRAS FORMAS DE ESGOTAR A PACIÊNCIA DOS LISBOETAS

 

A CARRIS não precisa fazer greve! Todos os dias são um protesto contra o bem-estar da população que recorre aos seus serviços!

É óbvio que grande parte da culpa residirá na administração da  empresa e nas limitações orçamentais com que se defronta. Outra, no entanto, reside no próprio pessoal, bem consciente da influência que os transportes, com todos os desconfortos e atrasos, tem no modo como os cidadãos começam e acabam o dia.

Um funcionário que chega todos  os dias ao emprego já cansado e revoltado com a sociedade em que se insere e, especialmente, como é tendência, culpando o Estado – entidade abstracta que serve de endereço a todas as queixas...- vai exercer com irritabilidade a sua função e é um potencial opositor de qualquer Governo em exercício.

A Oposição sabe disso. É ver os velhos sindicalistas da CARRIS – que nos perguntamos como é que ainda não passaram à reforma...- a comandarem o tráfego de autocarros e eléctricos, com critérios que, de tão disparatados, espantam nacionais e estrangeiros.

Ontem, no Largo da Estrêla, fez-se fila durante meia-hora para o electrico da Graça. Nesse espaço de tempo passaram em sentido contrário dois electricos que ficaram retidos nos Prazeres que, diga-se- está a pouco mais de cinco minutos da Estrêla. Por fim, chegou um electrico conduzido por um condutor muito “antigo”, conhecido na zona., e decerto muito popular entre os colegas já que durante todo o percurso foi distribuindo saudações para todos os outros condutores da CARRIS que por ele passavam. Fez-nos pensar se não seria um “angariador” de potenciais “empecilhos” com que a Oposição conta para dar – ainda mais, e como se fosse preciso...- razões a “o povo”  para se lamentar.

 

Mas a CÂMARA de LISBOA, tal como a PJ têm uma não menor responsabilidade neste desconforto! Não há regras nem horários para cargas e descargas?? E se há porque é que ninguém as faz cumprir?

É inadmíssivel ver um carro do lixo da Câmara às 4 da tarde, em pleno Chiado (rua Garrett), despejando caixotes. Só pode ser um factor de indignação!

 

Mas a quem interessa este estado de coisas? A quem interessa – ou não interessa, o que vem a dar na mesma ...- que durante todo o dia se proceda a cargas e descargas nas principais artérias, com os atrasos e inconvenientes que tais factos geram, que haja carros estacionados nas linhas dos eléctricos ou no meio da rua, impedindo o cidadão de ir à sua vida?

Para que serve a Polícia de Trânsito? Só para multar carros estacionados fora do prazo nas zonas de parquímetros? Mas esses, embora sejam os que mais rendem, são os que menos transtorno fazem!!

 

RESUMINDO:  perante este estado de coisas, para que servem, afinal, os agentes de Trânsito da PJ e a Polícia Camarária? Ninguém os vê, ninguém dá pela sua acção!

A tão polémica decisão de conferir poderes à EMEL – ou a outra qualquer instituição que se atreva a mostrar um mínimo de eficiência, é URGENTE!

Porque, creia-se ou não, os transportes, tal como os media – que, aliás, os respeitam, nunca se debruçando sobre estas questões – podem ser os factores de maior destabilização de qualquer país...Pensem e verão que é verdade. Sabemo-lo por experiêmcia própria!

  

sinto-me: Farto!
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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

A EUFORIA JORNALÍSTICA DE BETTENCOURT RESENDES

Hoje na SIC.... 

As sucessivas interrupções, com um cariz “jornalístico” totalmente destrutivo, de B. Resendes, expressam bem a agressividade dos “media” que nós, incautamente, consumimos. Que pretende B. Resendes ao solicitar aos partidos da oposição, através do vereador do PC – com um comportamento incomparavelmente mais responsável – a “partida” para eleições? Será porque isso lhe irá alimentar de forma mais rentável o Público? Que seca! Não é mais jornal para mim!

E, já agora, perante este “enorme escandalo” ninguém se lenbrará de outros bem mais escandalosos? Felgueiras, por exemplo...

Entretanto, diz um dos senhores partigipantes no debate da SIC que Lisboa está deserta à noite. Se for ao Chiado, morar na Av. D.Carlos ou no Bairro Alto, talvez mude de opinião. Os lisboetas, coisa que nenhum dos presentes – excepção feita, talvez, para a correctissima Senhora vereadora do PSD que aturou com enorme “fair play” as investidas do Resendes – não deixarão Lisboa morrer. Pois se nem o terramoto o conseguiu!

Entretanto, a Cãmara empanturrra, até ao vómito, os noticiários. Que nojo!

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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

MAIS CÂMARA

  

Afinal, segundo o vereador do PS, o “encaixe financeiro” não interessa nada, “malgré” as dívidas que a CML tem, o que interessa são “regras” que confiram aos processos a credibilidade necessária para interessar “empresas estrangeiras”. Ficámos a saber!

Que difícil é governar, total ou sectorialmente, o povo português! Tantos corruptos e, ao mesmo tempo, tantos tão honestos com argumentos tão nebulosos!

O Parque Mayer, afinal, foi vendido no tempo de “the late” dr. Sampaio que, como Presidente da Câmara terá deixado tantas saudades como como Presidente da Républica! Ninguém investiga a referida venda? Já agora, investiguem tudo! Inclusivé todo o polémico processo da EXPO. Tanto se falou na altura mas, felizmente, a obra fez-se! Talvez tivessem apanhado o Sá Fernandes entretido com qualquer outra investigação... Who knows?...

E, entretanto, Parque Mayer, terreno da Feira Popular e Vale de Santo António, são três baldios à espera de uma decisão! No meio, intervirão avaliadores, urbanistas de várias facções, advogados, juizes, etc. E , quando por fim se chegar a conclusões, ter-se-á  gasto tempo, dinheiro, a paciência dos lisboetas, o prestigio da Cidade! Cansar-nos-emos de ouvir os mesmos nomes, entrevistados pelos mesmos canais de informação, todos “formando” a nossa opinião sobre os factos tal qual se contam. E LISBOA?...

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Zézinha, foste burra!

 

Maria José Nogueira Pinto, por  “teimosia”,“integridade” ou “ambição”, criou à Esquerda as ambicionadas condições para que se abrisse a primeira brecha no frágil stato quo que mantinha a chamada Direita na governação da Câmara Municipal de Lisboa. E não o fez levantando suspeitas sobre as soluções propostas pelo “consulado” do PSD para o tratamento de alguns dos espaços urbanos moribundos da cidade de Lisboa – como é o caso, entre outros, do Parque Mayer e da Feira Popular, espaços à volta dos quais decorrem há décadas polémicas, todas elas inviabilizadas à nascença, não por razões técnicas ou estéticas, mas por razões de “ética política”- mas pela falta de quorum obtido para a aprovação do seu projecto de reabilitação da Baixa de Lisboa, área que, apesar de tudo, não é, nem de longe nem de perto, o maior problema com que se debate a Capital, e cujos males são incomparavelmente menores do que os das duas “chagas urbanas” acima referidas.

A sua iniciativa - decerto louvável e concerteza acima de qualquer suspeita – teria, creio, o mesmo destino das restantes: arrastar-se-ia nas polémicas com que os vários vereadores justificam o que ganham perante os partidos que os elegeram e, mais dia menos dia, “alguém” – decerto o vereador Sá Fernandes... – acabaria por descobrir um objecto de suspeição, por mais infímo e turtuoso, para justificar “interesses subjacentes ao projecto” que delegariam para segundo, terceiro ou quarto plano o que visava ser feito no superior interesse da Cidade. O plano, tal como vem acontecendo, acabaria por sair caríssimo antes que, ou sem que, visse a luz do dia. Envolveria “investigações” e as inerentes complicadas questões jurídicas que se lhes seguem no apuramento da “verdade” e que todos nós, lisboetas, pagariamos sem que, como é costume, tivessemos consciência disso e sem que daí viesse qualquer benefício para a Cidade.  Estariamos, como de costume, a custear uma “accção moral”, o que, perante os casos com que somos confrontados todos os dias pela  comunicação social – que os escolhe “a dedo”, evitando os intocáveis, especialmente se de algum modo proximos da área patronal ou da área política com que se identificam os relatores...- seria uma questão de sanidade pública. E pagariamos, arrastadamente, talvez mais do que o custo de execução do projecto depois de contabilizados os benefícios. Mas, em compensação beneficiariamos de mais uma das muitas “novelas” com que na chamada “democracia” – será, por ventura, isto?!!! – as televisões e a imprensa escrita nos preenchem os ócios e aumentam os lucros (delas).

Seja o que for que se venha a averiguar relativamente aos casos em questão, os grandes perdedores serão sempre a Cidade e os cidadãos. A Câmara, ao que nós, lisboetas, sabemos, não só não tem suporte financeiro para realizar obra como tem um capital de dívida assustador. Ou se limita à gestão corrente – para o que também nem sequer tem verba...- ou, tentando modernizar a Cidade e libertá-la de persistentes espaços mortos em zonas altamente valorizadas, aceita as soluções possíveis. Tal como acontece conosco quando fazemos uma permuta em que sabemos à partida que o negócio poderia ser melhor mas em que a necessidade de o fazer e as circunstâncias que o caracterizam (forma de pagamento, rapidez, objecto de troca, etc....) acabam por ser “a luz ao fundo do túnel”.

E, por falar em “túnel”:

Sá Fernandes – nome tornado conhecido pela ligação do irmão à defesa de Carlos Cruz no processo Casa Pia -  é o ser mais demolidor com que Lisboa se confrontou desde o terramoto de 1755! Ele não quer que se faça coisa alguma! A função dele é “engendrar” suspeitas. E, pergunta-se, como é que a um homem tão impoluto, de olho posto em qualquer eventual caso susceptível de levantar suspeitas de corrupção, alguém se atreve a tentar um acto de corrupção ?!! E, ainda por cima, através do irmão, o conceituado defensor de Carlos Cruz! É de estranhar! Especialmente  se tivermos em mente que os corruptores, nesta e em outras áreas, são uns “passarões” por demais batidos para incorrerem em tais desleixos...

Serissimo - sem corromper ninguém nem se deixar corromper e sem ter trazido qualquer notável benefício à Cidade - Sá Fernandes notabilizou-se pelo “caso do túnel do Marquês”. E que ganhou a Cidade com isso? Meses atrás de meses de incómodo para quem circulava por aquela zona da Cidade, um enorme atrazo na conclusão das obras, devido ao embargo, e uma mostruosa despesa adicional!

Quantas vezes repetirá o cinzentíssimo vereador do Bloco de Esquerda proezas semelhantes? Quantas vezes serão os lisboetas forçados a pagar obras embargadas pelos critérios de “dano urbano” ou “suspeição” de Sá Fernandes, obras que acabarão concluidas com prejuizo dos cidadãos e custos acrescidos, enquanto o vereador apura o olhar vasculhador sobre qualquer outro caso cuja execução possa embargar ou inviabilizar? Será que Sá Fernandes não está sair mais caro aos lisboetas do que os tais “negócios” que traz à suspeição? É caso para perguntar: que seria da Câmara de Lisboa se não fosse ele? Isto porque nenhum dos outros partidos faz oposição desta maneira!

A Câmara de Lisboa é mal gerida há muitos anos, por razões e compromissos que, em certos casos, se arrastam há muito tempo. Podemos afirmar – sem mentir – que tudo está mal. Estão mal as áreas pedonais, a “regulamenteção” do transito e do estacionamento é inexistente, os aspectos sociais apoiam-se no improviso, o único tipo de renovação a que se assiste situa-se na área do imobiliário de iniciativa privada, cujos licenciamentos estão sempre sob suspeição.

A Câmara parou e Sá Fernandes –tenho relutãncia em identificá-lo com a Esquerda que, diga-se o que se disser, tem dado optimos autarcas – faz tudo para que ela não se mexa. Ele é o Grande Inquisidor!

Não sei - só o uso o dirá - quais os benefícios que traz consigo o túnel do Marquês. Sei que, à conta do embargo, nos vai custar incomparavelmente mais do que o esperado – mesmo tendo em conta as habituais “derrapagens”...- e que ninguém pede contas a Sá Fernandes. Mas, afinal, qual é a utilidade deste homem?

Mesmo tendo em conta a megalomania dos projectos de Santana Lopes – que parece nunca se ter dado conta da situação financeira da Câmara – não posso condenar a ambição! Há gente que quer dar vida, beleza e alegria a Lisboa! Apoiemo-los, mesmo que não sejam perfeitos. Condenemos e punamos a corrupção, mas definamo-la primeiro e busquemos prova dos motivos que a tornam possível ou a suspeição de vulnerabilidade que possibilita o seu exercício. Mas que nada disso vá contra LISBOA, a NOSSA CIDADE!

 

E a Zézinha, por mais isenta que seja, deveria evitar trabalhar para o inimigo! Nunca ele lhe dará a ela o benefício de ser Presidente da Câmara. Nem, provavelmente, os lisboetas! Não por ser mulher, não por medir metro e meio de arrogância, mas porque ser Presidente da Câmara da Capital não é o mesmo que administrar a Maternidade Alfredo da Costa – onde fez um trabalho notável -, ou a Misericórdia, a Conferência de S.Vicente de Paula ou as Noelistas. Não é uma obra pia, nem é apenas – embora também o deva ser – um exercício humanista. Se o PSD cair, Sá Fernandes continuará decerto a ser o que é hoje – nada! - , mas os socialistas voltarão lá! E farão “coisas” ! Tal como, simpatize-se ou não com ele, fez João Soares, a quem se devem as últimas intervenções de jeito que se fizeram em Lisboa. E eu, que não sou socialista, votarei neles! Porque já estamos fartos de “birras”, de ambições pessoais, de impunidades correccionais, de Zézinhas e Fernandes!

 

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publicado por petitprince às 18:29
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